Com informações de: Correio Braziliense
A reunião de hoje entre servidores e governo, para discutir a campanha salarial de 2015, está cercada de expectativas. Durante o fim de semana, assembleias gerais de todas as categorias do Executivo decidiram não aceitar a contraproposta do governo de reajuste linear de 21,3% em quatro anos. Os trabalhadores decidiram manter o percentual de 27,3%, o indicativo de greve para 22 de julho e o recrudescimento dos protestos, como forma de pressão para aumento real de salário. “A rejeição da proposta do governo foi em massa. É praticamente impossível aceitar. O melhor índice apresentado pelo governo, de 5,5% para 2016, é inferior à inflação média registrada no governo Dilma, que foi, até agora, de 5,83%”, contabilizou Rudinei Marques, secretário-geral do Fórum dos Servidores Públicos Federais.
O embate promete ser acirrado, principalmente depois que os servidores do Judiciário conseguiram a aprovação, por unanimidade, de reajustes de até 78%, no Congresso. Piorou o estresse, que já vinha crescendo, desde quando o ministro Nelson Barbosa declarou que o pedido do funcionalismo é inviável, diante da necessidade de equilibrar as contas públicas. O secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, também reforçou que a proposta final é de 21,3%, em quatro parcelas, até 2019. Ele garantiu que, de 2003 para cá, a totalidade das carreiras teve aumentos acima da inflação do período.
A favor do corte de gastos e do ajuste fiscal, o economista Fábio Klen, especialista em finanças públicas da Consultoria Tendência, considera que as medidas anunciadas, até agora, pelo governo são insuficientes para garantir o cumprimento da meta de superavit primário de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB). “O momento é de corte radical de despesas. Se ceder às ameaças dos servidores, vai ser o caos”, afirma.


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