Recomposição» “Mais de 1 milhão de servidores aguardam resposta do governo sobre sua política salarial”, afirma presidente do Fonacate

Recomposição» “Mais de 1 milhão de servidores aguardam resposta do governo sobre sua política salarial”, afirma presidente do Fonacate

A campanha segue na próxima semana, e na quinta-feira, dia 27 de janeiro, Fonacate e Fonasefe realizam outro dia de paralisação nacional com um ato virtual, aberto a todos os servidores públicos, que contará com o debate de especialistas no âmbito orçamentário, fiscal, econômico e jurídico.

Com informações de: Ascom/FONACATE

As entidades afiliadas ao Fonacate, que representam o funcionalismo federal, se reuniram no começo da tarde desta quinta-feira (20) para avaliar os atos públicos do último dia 18 e a continuidade da campanha pela recomposição salarial.

Para os presidentes que participaram da reunião, os atos públicos do dia 18 de janeiro, em frente ao Banco Central e ao Ministério da Economia, foram um sucesso. “Num contexto de pandemia, de teletrabalho, de recesso e férias, a participação dos servidores nessa terça-feira superou nossas expectativas”, disse Alison Souza, do Sindilegis.

Rudinei Marques, presidente do Fonacate e da Fenaud, também ressaltou a importância desse primeiro Dia Nacional de Mobilização e de toda a mobilização feita até o momento: “O recado foi dado ao governo! Hoje 1 milhão e 100 mil servidores ativos e aposentados, além de seus familiares, acompanham o debate sobre as perdas inflacionárias do funcionalismo e estão na expectativa da definição da política salarial do governo Bolsonaro”, ressaltou.

As perdas inflacionárias dos servidores federais (acumuladas desde 2017, para 80% dos servidores; e desde 2019, para os demais), já corroeram cerca de ¼ do poder aquisitivo dos salários. O Fonacate enviou dois ofícios para o ministro da Economia, Paulo Guedes, solicitando reunião para tratar do tema.

Enquanto isso, o presidente da República, Jair Bolsonaro, disse em uma live realizada nesta quarta-feira (19), que “há a possibilidade de que servidores públicos federais sejam contemplados com um reajuste salarial no próximo ano”. Para o presidente Rudinei Marques, é “mais uma das mentiras do presidente, porque a Lei Complementar 173/2020 impediu reajustes para além do mandato do governante atual. Reajuste em 2023 é uma promessa irrealizável. E vai reforçar a indignação dos servidores que forem preteridos na recomposição salarial”.

 Janus Pablo, presidente da Anffa Sindical, garantiu que se o governo não se posicionar nos próximos dias, a carreira dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários poderá “intensificar as ações”. A mesma promessa foi feita por Guilherme Rosa, presidente da AACE, que representa os Analistas de Comércio Exterior.

A campanha segue na próxima semana, e na quinta-feira, dia 27 de janeiro, Fonacate e Fonasefe (Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais) realizam outro dia de paralisação nacional com um ato virtual, aberto a todos os servidores públicos, que contará com o debate de especialistas no âmbito orçamentário, fiscal, econômico e jurídico.

“O governo fala que não tem orçamento. Mas não apresenta um estudo e nem conversa com os servidores. Com certeza existe espaço orçamentário. E é isso que vamos discutir na quinta-feira. Analisar do ponto de vista econômico e jurídico o que pode ser feito”, disse Braúlio Cerqueira, que é economista e presidente do Unacon Sindicial.

Os detalhes dessa mobilização virtual serão divulgados no começo da próxima semana. Os servidores públicos federais devem paralisar as atividades para participar do evento que começará pela manhã e segue até o fim da tarde. Já no dia 2 de fevereiro, as entidades do Fonacate, que participam da campanha salarial, devem unir forças a um ato público presencial que está sendo organizado pela Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e MPU – Fenajufe. Até lá, cada entidade de classe deverá mobilizar suas próprias bases, promover protestos nos locais de trabalho, organizar listas de entregas de cargos, e cobrar dos titulares de cada pasta ações concretas em defesa das respectivas categorias.

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