Com informações de: Ascom/SINAIT
Nesta terça-feira, 28 de janeiro, o Sinait – Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho realiza um Ato Público para lembrar os dez anos da Chacina de Unaí, a partir das 9 horas em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. Será mais um Ato Público para pedir o julgamento e a condenação de todos os envolvidos no crime. Dos nove indiciados, apenas três foram julgados – e condenados – até agora.
Atualmente, há um Habeas corpus em análise no STF, impetrado pelo réu Norberto Mânica, acusado de ser mandante do crime, que alcança os outros réus a serem julgados: Antério Mânica, Hugo Alves Pimenta, Humberto Ribeiro dos Santos e José Alberto de Castro. Eles entraram com o pedido depois que o Superior Tribunal de Justiça – STJ já havia determinado a realização do júri em Belo Horizonte (MG).
Três réus foram julgados no final de agosto de 2013 pela Justiça Federal em BH. Erinaldo de Vasconcelos Silva pegou 76 anos e 20 dias de prisão por formação de quadrilha e pelos quatro homicídios triplamente qualificados. Rogério Alan Rocha Rios, recebeu pena de 94 anos de reclusão pelos mesmos crimes de Erinaldo. William Gomes de Miranda, foi condenado a 56 anos pela prática do crime de homicídio triplamente qualificado. Os demais seriam julgados em setembro e outubro, mas uma liminar do ministro Marco Aurélio suspendeu os julgamentos.
Em 1º de outubro os ministros do STF começaram a analisar o pedido, tendo um voto a favor e outro contra. A sessão foi interrompida por um pedido de vista do ministro Antônio Dias Toffoli. O ministro Barroso não vai votar, pois se declarou impedido. Não há data prevista para que o julgamento seja retomado.
Participação de familiares
No Ato Público está prevista a participação das viúvas dos Auditores-Fiscais do Trabalho assassinados – Marinês Lina de Laia (Eratóstenes de Almeida Gonsalves), Genir Lage (João Batista Soares Lage) e Helba Soares (Nelson José da Silva). O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, também confirmou presença, além do deputado estadual Durval Ângelo (PT/MG), que é presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de MG.

Estarão presentes, ainda, representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, cuja campanha da Fraternidade de 2014 é sobre o tráfico de pessoas. Uma das finalidades do tráfico é submeter pessoas à escravidão, crime combatido pelos Auditores-Fiscais do Trabalho.
Auditores-Fiscais do Trabalho de todo o país, sindicalistas, parlamentares e autoridades ligadas ao combate do trabalho escravo e à defesa dos direitos humanos também participarão do Ato Público.
O dia 28 de janeiro é também o Dia do Auditor-Fiscal do Trabalho, em homenagem a Ailton, Eratóstenes, João Batista e Nelson. Pelo mesmo motivo, foi instituído o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, dentro da Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. Atividades nos Estados estão previstas para acontecer durante toda a semana.


Fonacate © 2022 - Todos os direitos reservados
Design Lucivam Queiroz – Invicta Comunicação
Fonacate © 2022 - Todos os direitos reservados
Design por Lucivam Queiroz – Invicta Comunicação
Desenvolvido e hospedado por Pressy.com.br