Sinait e Fonacate debatem PEC 32 com deputado Leonardo Gadelha

Sinait e Fonacate debatem PEC 32 com deputado Leonardo Gadelha

Para o presidente Rudinei Marques, “por mais que sejam feitos ajustes, a PEC 32 é incorrigível, e não entrega melhorias no serviço público, nem aumento de produtividade, tampouco incorporação de novas tecnologias".

Com informações de: Ascom/SINAIT e Ascom/FONACATE

Dando sequência ao trabalho de convencimento de parlamentares a respeito das falhas no texto da PEC 32/2020, da reforma administrativa, o presidente do Sinait, Bob Machado, e o presidente do Fonacate, Rudinei Marques, se reuniram nesta segunda-feira (12), com o deputado federal Leonardo Gadelha (PSC/PB) para expor suas preocupações e buscar apoio.

Bob Machado abriu a reunião dizendo que a PEC trata de premissas já ultrapassadas e que, em sua opinião, o texto foi construído a partir de interpretações preconceituosas, que são senso comum a respeito dos servidores públicos. “A PEC apresenta uma caricatura do servidor. E enquanto servidores, queremos uma discussão mais aprofundada. Há coisas sendo ditas, que não estão no texto e que podem ser tratadas no âmbito administrativo, sem necessidade de uma mudança constitucional”, afirmou.

Leonardo Gadelha, que é membro da Comissão Especial que analisa o mérito da PEC 32, afirmou ter consciência de que o texto não pode passar como está. “A maioria absoluta dos membros da Comissão não concorda com a integralidade da proposta. O relator, inclusive, já disse que não vai permitir que cargos técnicos sejam ocupados por pessoas alheias àquela área”, afirmou. Gadelha disse também que a reforma é uma oportunidade de avançar em tecnologias, mas que não se pode usar a chance dada de evoluir, para retroagir.

Para o presidente Rudinei Marques, “por mais que sejam feitos ajustes, a PEC 32 é incorrigível, e não entrega melhorias no serviço público, nem aumento de produtividade, tampouco incorporação de novas tecnologias”.

O deputado ressaltou que o processo legislativo está muito diferente em função da pandemia e que não há, em sua opinião, dificuldade em aprovar um texto totalmente novo. “Se pequenos aprimoramentos não vão adiantar, temos chances de reconstruir, estou sentindo que há abertura e vontade para o debate”, finalizou.

 

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