Com informações de: Jornal de Brasília
Matéria publicada no Jornal de Brasília do último domingo, 20 de julho, traz a preocupação do governo com o envelhecimento da força de trabalho no serviço público e a busca de opções implementadas nos últimos anos para manter em atividade, por mais tempo, os servidores que já estão aptos a se aposentar.
A Auditoria-Fiscal do Trabalho é um fiel exemplo desta alarmante situação, com um quadro inferior a 2.800 Auditores-Fiscais do Trabalho, para atender todo o território brasileiro. A não realização de concursos ao longo de vários anos e o reduzido número de vagas oferecidas nos últimos certames, gerou um cenário de calamidade, que faz com que os poucos que estão em atividade acumulem as demandas reprimidas e sofram com a impotência de não conseguir atender toda a demanda.
A secretária de Gestão Pública do Ministério do Planejamento, Ana Lúcia, reconhece que a renovação do quadro deve ser natural e que a força de trabalho com o passar dos anos adquire o direito de se aposentar.
Esse envelhecimento do funcionalismo público é um grande desafio, que urge políticas específicas para a reposição de pessoal, principalmente em cargos que desenvolvem funções típicas de governo, evitando gastos bem maiores com terceirização e contratação de pessoas descompromissadas com a máquina pública.
O Abono Permanência, incentivo pago para o servidor continuar no trabalho, é um dos instrumentos utilizados pelo governo para evitar a perda de profissionais qualificados do serviço público. Outra manobra do governo foi a quebra de paridade e integralidade da aposentadoria entre servidores ativos e inativos, o que obriga os servidores a continuar trabalhando para não terem suas remunerações reduzidas na aposentadoria.


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Design Lucivam Queiroz – Invicta Comunicação
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