FONACATE - Fórum Nacional Permanente das Carreiras Típicas de Estado
[FONACATE NA MÍDIA] Raio X do Funcionalismo» Reivindicações continuarão

Com informações de: Correio Braziliense

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Mesmo diante do cenário adverso, principalmente depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o desconto dos dias parados dos grevistas, as pressões dos servidores por reajustes salariais continuarão. E a briga será por, no mínimo, 8,64% de diferença, para compensar algumas categorias que preferiram fechar acordo por dois anos com o índice de 10,8%. O desafio da equipe econômica, destacam analistas, vai ser conciliar as regras restritivas, que darão suporte ao ajuste fiscal, à conveniência de garantir apoio político da categoria nas eleições de 2018.
 
De acordo com Sérgio Ronaldo da Silva, secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) — que representa 80% dos servidores federais (o chamado carreirão) —, em 2017, haverá pressão para um recálculo do aumento que deverá entrar em vigor a partir de 2018. “Apesar da PEC 241, que é, sem dúvida, uma cláusula de barreira, não vamos admitir que nossa base seja prejudicada. Quem fez acordo por dois anos não vai ficar no prejuízo”, assinalou.
 
Silva disse que, apesar do sentimento de perda, a categoria não se arrepende de ter celebrado o acordo com o Ministério do Planejamento primeiro. “Foi muito importante, porque o fundamental, à época, era a incorporação da gratificação dos últimos 60 meses à aposentadoria. Antes, quem se aposentava, ganhava apenas a metade”, destacou o secretário-geral da Condsef.
 
Entre as carreiras de Estado, a queda de braço não é menor. Na Polícia Federal, agentes, escrivães e papiloscopistas, após décadas de brigas internas, se uniram aos delegados, com o único objetivo de ampliar os esforços para alinhavar um projeto de lei que atendesse a todos. O expediente funcionou. O texto já saiu da Câmara para o Senado. O pessoal do Fisco, no entanto, convive com uma disputa de grandes proporções entre auditores fiscais (os da ativa e os aposentados) e analistas tributários. O projeto de reajuste dos cargos da Receita nem sequer foi votado na comissão especial da Câmara dos Deputados.
 
Para Rudinei Marques, presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), em um cenário de curto ou médio prazos, pressões do pessoal do topo da pirâmide estão fora do contexto. As classes mais abastadas do funcionalismo ainda estão analisando o que poderá ser feito daqui para frente.

Memória
Em 2015, o Executivo ofereceu aos servidores reajuste linear de 21,3%, em quatro anos. Quase todas as carreiras rechaçaram. Uniram-se e exigiram esse percentual apenas para 2016, com a manutenção de negociações anuais. Com o recrudescimento da crise, a conjuntura mudou e cada uma seguiu um caminho e, no fim das negociações, os resultados diferentes para cada categoria. O carreirão ficou com 10,8% em dois anos. Uma parte das carreiras de Estado fechou em 27,9% em quatro anos. Os policiais federais e rodoviários federais acabaram recebendo uma média de 37% em três anos. E o pessoal do Fisco quer reajustes médio de 50%, com bônus de eficiência.
 

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