ARTIGO» Venceremos com bom senso

ARTIGO» Venceremos com bom senso

"Ora! Antes de pensarem em "assaltar" os trabalhadores, deveriam pensar em taxar as grandes fortunas e acabar com o milionário fundo partidário, isso num primeiro plano."

Com informações de:
Augusto Bernardo Cecílio*

Publicado em: 26/03/2020 00:00

Compartilhe:

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on skype
Share on telegram

Publicado em: 26/03/2020 00:00

Compartilhe:

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on skype
Share on telegram

Pandemia se enfrenta com responsabilidade e competência na condução dos trabalhos de combate, recursos alocados e corretamente aplicados para minimizar o problema e reduzir os seus estragos, bom senso e disciplina por parte da população, bem como serenidade, mesmo sendo um “produto” difícil de ser encontrado ultimamente.

Conflitos criam ambiente fértil para o surgimento de ideias absurdas, dentre elas a suspensão de contratos de trabalho e dos salários na iniciativa privada, e redução salarial e da jornada de trabalho para os servidores públicos.

Ora! Antes de pensarem em “assaltar” os trabalhadores, deveriam pensar em taxar as grandes fortunas e acabar com o milionário fundo partidário, isso num primeiro plano. Vejo políticos preocupados com a realização das eleições, sem demonstrar preocupação com pessoas que estão morrendo ou sofrendo. Eis aí uma grande possibilidade que se abre para a realização de eleições gerais no país, economizando o que se gasta de dois em dois anos.

Diante disso, o Fonacate veio a público repudiar matérias, notícias e políticos que levantam a possibilidade de o Congresso Nacional e de integrantes do Governo estarem debatendo uma suposta redução salarial e de jornada dos servidores públicos, numa medida que configuraria um profundo contrassenso social e econômico, além de um ataque frontal aos responsáveis pelos serviços públicos de combate à pandemia do coronavírus – como os profissionais de saúde, segurança pública, segurança sanitária, controle de fronteiras, entre outros – e à própria Constituição.

Tal medida seria única no mundo e é uma aberração em estado de calamidade pública reduzir a oferta de serviços públicos. De um ponto de vista econômico, num momento de queda da atividade como o atual, cabe ao Estado o fomento da atividade econômica, e não o contrário.

Cortar salários de servidores acentuaria a contração da massa salarial dos trabalhadores prejudicando ainda mais a sustentação da atividade de profissionais liberais e de empresas prestadoras de serviço, as quais seriam diretamente atingidas no caso. A mesma lógica de defesa pelo governo da renda e do emprego pode e precisa ser aplicada no caso dos trabalhadores da iniciativa privada.

Dessa forma, os trabalhadores brasileiros, incluindo os servidores públicos, não podem ser afligidos por medidas que reforçam a calamidade pública além de impulsionar a recessão, divergindo dos encaminhamentos dados por países que têm enfrentado os mesmos problemas.

Em artigo intitulado “Cada um dá o que tem”, Charles Alcântara, presidente da Fenafisco, alerta: O Brasil possui 206 bilionários que, juntos, acumulam uma fortuna de mais de R$ 1,2 trilhão. Esses 206 bilionários pagam proporcionalmente menos impostos que a classe média e os pobres. Se o país criasse um imposto de apenas 3% por ano sobre a fortuna de R$ 1,2 trilhão, seria possível arrecadar R$ 36 bilhões anuais, valor superior ao orçamento de um ano de todo o programa Bolsa-Família. A soma de toda a riqueza das famílias brasileiras é de cerca de R$ 16 trilhões de reais, estando a quase metade de toda essa riqueza – ou seja, R$ 8 trilhões – nas mãos de apenas 1% das famílias.

As redes sociais também contribuem significativamente para esse acirramento de ânimo, com cada um abarrotando os amigos e os grupos com mensagens que estimulam a guerra e o conflito. Muitas mensagens com a grafia “encaminhada” sendo postadas. Isso significa não ser criação pessoal, e sim coisas que percorrem o Brasil, e que são replicadas  tal como chegam por pessoas ditas esclarecidas, que deveriam zelar pelos colegas e amigos evitando a proliferação de veneno e desinformação.

*Augusto Bernardo Cecílio é auditor fiscal do Amazonas.

Categoria

Page Reader Press Enter to Read Page Content Out LoudPress Enter to Pause or Restart Reading Page Content Out LoudPress Enter to Stop Reading Page Content Out LoudScreen Reader Support
Scroll Up