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[FONACATE NA MÍDIA]» Conjuntura: Reforma será aprovada, garante Rodrigo Maia

Com informações de: Correio Braziliense

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), demonstrou convicção de que a Reforma da Previdência será aprovada, sem novas alterações, porque não há mais espaço para cortar. No entanto, ele adiantou que só colocará a matéria em votação no plenário da Casa quando sentir que
haja chances de vitória do governo. Por isso, é possível que a data inicial para essa apreciação, 8 de maio, seja adiada em uma ou mais semanas. O texto da proposta deverá ser votado na comissão especial que analisa o tema no próximo dia 2.
 
“A questão não é atrasar. É que uma semana é muito pouco para discutir uma matéria que vai impactar o Brasil pelos próximos 20 a 30 anos. Não precisa ter pressa”, disse Maia. A proposta tem de obter 308 votos para ser aprovada em plenário, em dois turnos de votação, antes de ir para o Senado. O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy, contabiliza 380 parlamentares na base governista, e acredita que o texto pode ser aprovado com uma boa margem. Para isso, o presidente Michel Temer deverá promover reuniões com parlamentares no Palácio do Jaburu, nos próximos dias, a exemplo do que ocorreu na negociação da PEC do teto de gastos.
 
“Não tenho dúvidas de que a gente vai conseguir votar com quorum constitucional. O número é 308, mas vamos passar disso, com folga”, afirmou Imbassahy. Ele contou que Temer já está conversando com os líderes governistas do Senado para esclarecê-los sobre as modificações realizadas na proposta original e, assim, evitar que a proposta sofra novas alterações e tenha que voltar à Câmara.
 
Rodrigo Maia disse que o assunto ainda está contaminado pelas criticas sofridas pelo texto inicial, e, por isso, foi preciso ajustar vários pontos, como manter a diferenciação de idade mínima entre homens e mulheres e reduzir de 50% para 30% o pedágio — tempo de contribuição extra — nas regras de transição. O presidente da Câmara reforçou que o texto modificado pelo relator, deputado Arthur Maia (PPS/BA), não pode mais sofrer alterações sob pena de perder efeito. “Não tem mais gordura para cortar. Qualquer coisa que se faça é voltar para trás”, completou. 
 
Mobilização por greve geral
Centrais sindicais, movimentos sociais e entidades de servidores públicos estão a pleno vapor na organização da greve geral, marcada para 28 de abril, contra as reformas previdenciária e trabalhista. Em uma tenda diante do Congresso, mais de 100 sindicatos transmitirão ao vivo os protestos pelas redes sociais para todo o país. “O governo apenas deu a impressão de que afrouxou as regras, mas piorou a situação do servidor. Antes, a paridade e a integralidade dos vencimentos era aos 65 anos, mas se podia pagar um pedágio de 20%. Agora, essa possibilidade de contribuição foi retirada”, disse Rudinei Marques, presidente do Fórum Nacional das Carreiras de Estado (Fonacate).
 

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