FONACATE - Fórum Nacional Permanente das Carreiras Típicas de Estado
Peritos do Incra rejeitam proposta do governo e criticam a gestão

Com informações de: Ascom/SINDPFA

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Já são 63 o número de Peritos Federais Agrários que pediram exoneração dos seus cargos de chefia e assessoramento no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – Incra nos últimos dias, o que representa mais de 60% dos profissionais da carreira que ocupavam essas funções. Os pedidos são resultado da indignação diante do fracasso das negociações com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MPOG, que insiste na proposta já rejeitada pela categoria em 2012. Mais uma vez, as bases foram consultadas e rejeitaram a oferta do Planejamento por ampla maioria.
 
Como o prazo de apresentação do Projeto de Lei Orçamentária Anual – PLOA acabou em 31 de agosto, a mesa de negociações do MPOG se encerra, tendo fracassado em todas as negociações, com exceção dos servidores do Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM, que aceitaram os 15,8% oferecidos pelo governo. “Não há negociação, há imposição”, diz Ricardo Pereira, presidente do Sindicato dos Peritos Federais Agrários – SindPFA, “visto que só a categoria se mostrou disposta a negociar, o governo não”, salienta. Foram 6 reuniões com o MPOG em 2013, sem nenhum avanço do órgão. 
 
Segundo o Sindicato, a intransigência do governo tornará o Incra “inadministrável”, devido ao “colapso interno a que a instituição está sendo submetida pela falta de servidores, baixa remuneração e desestímulo geral daqueles que ainda permanecem atuando no órgão, aliado ao grave problema de falta de gestão mantido e agravado ao longo dos anos”. 
 
Em nota, o Sindicato critica a postura submissa do presidente do Incra e do ministro Pepe Vargas, que não foram capazes de defender a categoria e a instituição dentro do centro de governo. 
 
O Incra não se pronunciou ainda acerca da exoneração coletiva dos servidores, nem as publicou no Diário Oficial da União até então. A categoria promete intensificar sua mobilização contra a gestão e novos pedidos de exoneração ainda podem ser feitos. 
 
Veja mais notícias no site do SINDPFA: http://www.sindpfa.org.br/ 

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